Um tango, um cigarro e uma dose de conhaque
Passara dias pensando que, na sua vida, essa seria uma combinação fatal.
Dançou o último tango. Estava só. Não estava em Paris.
Fez da dose de conhaque seu parceiro sem pernas que conduzia seus saltinhos certeiros no ar. O cigarro queimava livre na outra mão.
Não escreveu nenhuma carta de despedida. Apenas disse, em um bilhete que deixou em cima da mesa de fórmica lilás, que dedicava aquela última cena da sua vida a Almodóvar.
Passara dias pensando que, na sua vida, essa seria uma combinação fatal.
E foi.
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