edu .comment-link {margin-left:.6em;}

Pra doido ler

quinta-feira, outubro 11, 2007

O filho dele, o filho dela [ou Uma conversa contemporânea]



Ele: Eu quero um filho. Agora. Nove meses é muito tempo.

Ela: Uia!

Ele: E quero também um Chevete amarelo.

Ela: Filho é pra sempre demais. O Chevete não é mais fácil?

Ele: Mas eu quero um filho. Agora. Hoje.

Ela: Calma. E ela também quer?

Ele: Não. E isso é uma bosta.

Ela: Hummmmmm... Ah, espera. Filho é pra sempre demais mesmo. Vai ver ela precisa de um tempo. Hoje em dia, morro de medo. Porque é pra sempre. E já foi a coisa que mais quis no mundo.

Ele: Tatuagem também é pra sempre. E tem gente que faz.

Ela: Mas a tatuagem é só minha. Meu medo do pra sempre é a outra pessoa envolvida. Só passei a acreditar no Renato Russo depois de velha. "O pra sempre sempre acaba". Mas filho não. O pai dele pode virar meu ex, mas ex-pai não existe.

Ele: Existe ex-pai, sim. Existe ex tudo. Eu, por exemplo, sou só um ex-eu!

Ela: Ah, o pai vai ser sempre o pai. Fico agoniada, mas eu vou ter. Um dia, vou ter. Já tem até nome.

Ele: Riba!

Ela: Riba é roots. Maranhão na veia. Mas eu sou bem pouco roots.

Ele: Riba é roots. Riba é mar. Ribamar!

Ela: Coloca Riba no menino e Mar na menina. Mar é uma palavra masculina, mas não tem problema, não.

Ele: Boa!

2 Comments:

At 9:16 PM, Blogger chiquitim dandô said...

kkkk. Muito bom!

Beijinho!

 
At 3:29 AM, Blogger Drica <* *> said...

Hahaha, adorei Fefous!

Bejitosss da Drica <**>

 

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.

<< Home